| Capa do livro |
O livro CENTELHAS DE UMA VIAGEM foi escrito pelo sacerdote Cônego Mário Couto, e publicado em 1957, pela editora Voz de Portugal. O autor ao escrever este livro narrando sua viagem por Portugal, Itália, França e por outros lugares almejados da Europa, deseja que ele possa ser um guia, útil para seus leitores.
Como diz o Sacerdote: "Só se faz turismo com boa matéria turística, ou seja, com um espólio de valores artístico acumulados através dos tempos, Não bastam paisagem e belezas naturais. Isto ajuda atrair, a chamar a compor o quadro, mas só por si não basta." E nesse trecho, ele demonstra bem o que podemos esperar da sua obra. Aqui fica clara a motivação do autor ao escrever o livro, não se contentando apenas com o básico, mas se preocupando em fornecer e deixar marcado em cada um dos seus leitores um pouco de cada lugar que ele visitava.
Posto isto, encontramos no livro, crônicas com riquíssimos detalhes históricos-culturais. E junto a isso, através de uma descrição detalhada e por vezes poética das paisagens ele nos leva a não permanecer como simples telespectadores.
Em sua viagem ao longo de Portugal, lugar que o autor chama de jardim florido à beira mar plantado, ele descreve de forma tão encantadora sua visita ao interior da Mata do Bucaço, onde os frades carmelitas viviam em recolhimento, que é impossível não sentir uma vontade de adentrar tal lugar junto a ele, e é desse modo que ele vai criando uma aproximação com os leitores ao longo do livro de tal forma, que ao nos aprofundarmos mais na obra, é impossível não se emocionar com ele narrando sua viagem a Lourdes e à Fátima ou se admirar junto à ele, na sua visita à alguns lugares mais importantes do cristianismo, como a cátedra de São Pedro, o primeiro Papa, e às catacumbas de S. Calixto.
Quando se termina esse livro, o leitor leva consigo uma enorme bagagem de conhecimentos adquiridos durante a leitura. Nos sentimos atraídos a sair também para visitar as belezas naturais da Florença, à andar pelos vinhedos na Itália ou até mesmo à visitar as igrejas, castelos e museus em Paris.
No inicio da sua jornada Cônego ao se deparar com a beleza da Ilha da Madeira diz que ali "tudo nos leva à cantar um hino de ação de graças ao criador". E no final do livro, depois de ler a beleza de paisagens tão detalhadamente descritas, é exatamente isso que fica para cada leitor, de que tudo que há de belo no mundo, nos convida a entoar um hino ao seu Criador.
Colaborou: Yasmim Elias Mendes
Em Roma. Claustro de S. Paulo Extra-Muros. Com os amigos Sr.Demeval de Abreu e sua Esposa Beatriz de Abreu, e Manuel Alves Mendes e sua esposa Angelina Alves Mendes.
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