sábado, 11 de junho de 2016

Para entender as inquisições



As Inquisições
A palavra Inquisição vem do termo latino inquisitio, que quer dizer "investigação". Trata-se de uma instituição da Igreja Católica, criada para julgar católicos suspeitos de pecados contra a fé (heresias).
Podemos distinguir ao menos três inquisições:
1) A Inquisição Medieval, voltada contra as heresias cátara e valdense nos séculos XII/XIII e contra falsos misticismos nos séculos XIV/XV;
2) A Inquisição Espanhola, instituída em 1478 por iniciativa dos reis Fernando e Isabel; visando principalmente aos judeus e muçulmanos, tornou-se poderoso instrumento do absolutismo dos monarcas espanhóis até o século XIX, a ponto de quase não poder ser considerada instituição eclesiástica (não raro a lnquisição Espanhola procedeu independentemente de Roma, resistindo à intervenção da Santa Sé, porque o rei de Espanha a esta se opunha);
3) A lnquisição Romana (também dita “o Santo Ofício”), instituída em 1542 pelo Papa Paulo III, em vista do surto do protestantismo.[1]

Contexto social. – Na Idade Média, a religião não era uma realidade privada, como encara hoje a modernidade. Quando caiu o Império Romano do Ocidente, em 476 d.C., e os povos bárbaros invadiram a Europa, a Igreja Católica foi a única instituição a conservar o patrimônio da Antiguidade e manter-se de pé.
Na idade Média tudo era “por Deus” e “para Deus”: a música, a arte a escultura, a luta a Catedral, a universidade... tudo. O homem medieval não separava uma realidade da outra como hoje se faz pois tinha plena consciência do desiquilíbrio que surgiria se uma ficasse sem a outra. [2]
Nos doze primeiros séculos de cristianismo a Igreja aplicava somente penas espirituais contra os hereges e cismáticos, principalmente a excomunhão; não pensava em usar a força. A mentalidade era essa: se a religião é espiritual, suas ações também devem ser espirituais. [3]

A ameaça cátara
A heresia cátara nos séculos X em diante começou a ameaçar a Europa, para os cátaros tudo que é material é mal (comida, sexo, bens), e eles ainda proibiam os juramentos, que era a base da sociedade feudal da época, e para piorar estavam dentro da estrutura da igreja, passando-se por católicos.
Eles não acreditavam nos sacramentos da Igreja. Os cátaros possuíam apenas um sacramento que se podia receber apenas uma vez na vida, o consolamentum, e após o receberem, geralmente no final da vida, optavam pela prática da endura.[4]
A reação da sociedade civil – Em 1022, o rei Roberto, o Piedoso († 1031), queimou na fogueira doze cônegos de Orleans adeptos da heresia cátara. Um deles era confessor da rainha e a tinha aconselhado a abster-se dos atos conjugais com o seu marido.
Uma fonte primária relata que, em 1114, feitos alguns prisioneiros na região de Soissons, na França, os bispos se reuniram para decidir o que fazer com relação aos hereges. Enquanto a reunião dos bispos acontecia em Beauvais, no entanto, o povo decidiu fazer justiça com as próprias mãos, invadiram a prisão e queimaram na fogueira os presos, sem qualquer julgamento.
Casos como esse se multiplicaram pela Europa o que tornou necessária uma intervenção da igreja para que a situação não saísse do controle.
Antes que a Inquisição pontifícia fosse finalmente criada, os Papas tentaram de vários modos solucionar a questão: primeiro, enviando pregadores às regiões mais problemáticas, a fim de dissuadir os hereges e convertê-los; depois, por meio da Cruzada Albigense, porém sem sucesso.
Início da inquisição pontifícia ou medieval século XIII, ano 1231.
Avanço jurídico:
Considerando a cultura da época e os meios utilizados no processo penal, se é que se pode dizer que existia um processo penal, percebe-se que a instituição da inquisição representou importante avanço jurídico para a época.
Muitos inventavam uma razão religiosa para seus crimes ou alegavam blasfêmias e pediam para ser julgados pela Igreja.
Os inquisitores eram sacerdotes experientes e conhecedores do direito, seguiam um regulamento, buscavam evidencias daquilo que era alegado não acreditando facilmente naquilo que lhe falavam, nem mesmo nas confissões.
Onde quer que fosse implantada, a fama da Inquisição era a de ser um tribunal prudente e moderado, sendo que, muitas vezes, a instituição era inclusive criticada, pelos nobres e pelo povo, por sua excessiva brandura e complacência.
Método utilizado:
Os inquisidores procediam da seguinte forma: ao chegar a uma região, proclamavam um "tempo de graça" e ficavam ali por vários dias, expondo às pessoas a fé católica.
Nesse período, aconteciam várias conversões, já que muitos dos inquisidores, formados na escola dominicana, pregavam com sabedoria e eloquência.
Colocado diante da verdadeira fé, um grande número de pessoas se apresentava aos frades, assumia os seus erros, pedia uma penitência e voltava para o seio da Igreja. 
 Bernardo Guy, por exemplo, dos mil casos que julgou, só proferiu 40 condenações, das quais muitas se reduziam a penitências.
Geralmente, eram entregues ao poder civil e condenados à pena capital somente os reincidentes, isto é, pessoas que voltavam à heresia, mesmo depois de um tempo de penitência.
Muitos ainda eram julgados em contumácia, ou seja, sem a presença do Réu que por vezes fugia. Em seu lugar eram queimados bonecos.
A Inquisição Espanhola
A inquisição espanhola se desenvolveu durante a auge do império espanhol, por volta dos séculos XV a XVII quando a Espanha era o maior reino da Europa, se estendendo inclusive para a a América, seu principal foco era lidar com as falsas conversões vindas do judaísmo.
Em 350 anos da Inquisição espanhola o número de execuções foi entre 3 e 5 mil pessoas. No mesmo período em torno de 150.000 supostas bruxas foram queimadas em tribunais civis da Europa
A inquisição espanhola proclamou como ilusória as acusações de bruxaria.
Com o fim da ditadura de Francisco Franco († 1975) na Espanha e a abertura dos arquivos do Estado espanhol, iniciou-se um processo de redescoberta da Inquisição, a partir de suas fontes primárias. Autores como Edward Peters e Henry Kamen, saíram em busca de documentos originais e chegaram à conclusão de que os tribunais da Inquisição – seja a medieval, seja a espanhola, ainda que esta mereça alguns pontos de interrogação – evitaram milhares de mortes. 

Julgamentos famosos da Inquisição

Santa Joana d'Arc – Processo declarado nulo pelo próprio Papa da época, havia sido realizado por um bispo aliado dos ingleses no contexto da guerra dos cem anos na França.
Galileu Galilei - Heliocentrismo - fenômeno das marés- O argumento definitivo que comprovou a teoria heliocêntrica – pelo menos em sua afirmação de que a Terra girava em torno do Sol – só surgiu 150 anos depois de Galileu.
O Mito da Inquisição.
Uma lenda criada por protestantes... – O mito da Inquisição surgiu com o protestantismo. No afã de dar uma origem mais antiga à sua recém-inventada religião, Martinho Lutero († 1546), João Calvino († 1564) e os reformadores e historiadores protestantes subsequentes começaram a recontar a história do cristianismo colocando-se como vítima perseguida ao longo da história.
A lenda que surgia difundiu-se por meio de operas, peças teatrais e pela recém-nascida impressa gráfica sendo endossada pelos inimigos da Coroa Espanhola.
Aperfeiçoada pelos iluministas. – Nos anos 1700, a lenda se aperfeiçoou com a ascensão do Iluminismo. O filósofo francês Voltaire († 1778), famoso por seu ódio ao catolicismo, foi também grande propagador da lenda negra relacionada à Inquisição.
Grande parte de seus esforços se concentrava em destruir a imagem da Igreja, do Papa e da monarquia francesa, preparando o terreno para a Revolução de 1789.
Sobre a tortura:
“A tortura era usada, normalmente como um último recurso e aplicada em apenas uma minoria dos casos. Muitas vezes, o acusado era apenas colocado em conspectu tormentorum, quando a visão dos instrumentos de tortura já provocava uma confissão. Confissões obtidas sob tortura não eram aceitas como válidas, porque elas obviamente tinham sido obtidas por pressão. Era, portanto, essencial para o acusado ratificar sua confissão no dia seguinte à provação.” (Spanish Inquisition: A Historical Revision Pg. 188)
A Inquisição foi o primeiro tribunal do mundo a afirmar que uma confissão sobre tortura não era válida.
A perseguição aos Cristãos
Nos primeiros séculos a era cristã, até o ano 313 estimasse que 100 mil cristãos foram martirizados por sua fé[5] seja por crucificações ou por meio de espetáculos no coliseu onde os cristãos eram dados de alimento aos leões.
São inúmeros os mártires daquele tempo, alguns bem conhecidos de nós, como São Sebastião e São Policarpo (+156)[6]
No século VI perseguição na Península Arábica promovida pelo Rei Judeu do Himiar (Iêmem), resultando em 20 mil mortes[7].
Perseguição no México que resultou na guerra dos Cristeros, onde os católicos tiveram de pegar em armas para resistir à perseguição do estado.[8]
Os nazistas na Alemanha do século XX perseguiu a Igreja, mandou padres para campos de concentração e tinha plano para sequestrar o Papa Pio XII. [9]
A Cristofobia mata mais de 100 mil cristãos todos os anos em variados países, desde a Índia, Nigéria, países africanos e no Oriente Médio.[10]
Até junho de 2015 220 mil cristãos haviam sido mortos pelos mulçumanos na guerra da Síria, 20 mil estavam desaparecidos e um milhão haviam sido feridos.[11]
O CUMUNISMO:
Ferrenho inimigo da Igreja o comunismo\socialismo onde é implantado promove massacre contra a Igreja, os cristãos e demais opositores do regime levando à mortes mais de 120 milhões de pessoas no século XX.
Na Correia do Norte ainda existem entre 80 mil a 120 mil pessoas em campos de concentração, locais onde crianças são dadas em prêmio para cães.[12]
Na Roménia nos anos 50, cerca 180.000 católicos foram presos pelos comunistas, padres e seminaristas eram “batizados” todas as manhãs com baldes de urina e fezes[13]
OS MUÇULMANOS:
Desde seu surgimento o islamismo se propaga pela força militar e não aceita oposição alguma de outras religiões.
O seu livro sagrado diz pelo menos 18 vezes que os infiéis devem ser mortos, e cumula de promessa que os faz, e para piorar acreditam que o texto foi ditado pelo próprio Anjo Gabriel à Maomé o que impede uma interpretação espiritual daquelas escrituras.
Conclusão:
A verdade é que o mundo odeia Cristo, e lógico, se o mundo odeia Jesus Cristo, logicamente também odiará Sua Igreja, e usará de todos os meios para destruí-la. Mas Jesus já previa isso, por isso disse: E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Mt 16,18
“Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós.” João 15, 18
“No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” João 16, 33
A Inquisição protestante:
Lutero em 1525 escreve aos nobres : "Matem quantos camponeses puderem: Tomem, pegue, degolem quem puder. Feliz serão se morrermos unidos e morrer em obediência a Palavra Divina." nesta época mais de 100.000 Lavradores camponeses pereceram.
Na Alemanha de Lutero foram queimadas mais de 100.000 bruxas. Até crianças de até 7 anos e anciões moribundos não eram poupados. Um juiz protestante sozinho condenou a morte em 16 anos 800 bruxas (Uma média de 50 por ano)[14]
Quantos aos camponeses que se negavam ao protestantismo estimasse que ao menos 30 mil foram mortos.[15]
No dia 6 de maio de 1527, quando saquearam Roma cerca de quarenta mil homens espalharam na Cidade Eterna o terror, a violência e a morte. Eram seis mil espanhóis, quatorze mil italianos e vinte mil alemães. Quase todos luteranos, esses últimos, indivíduos perversos, gananciosos, desprovidos de qualquer escrúpulo.[16]

Referências:
Livro: Para Entender a Inquisição. Felipe Reinaldo Queiroz de Aquino.
O mito dos instrumentos de tortura atribuídos à inquisição.
A lenda negra da Inquisição
O Mito da Inquisição Espanhola - (LEGENDADO).



[2] Aquino, Felipe Reinaldo Queiroz de. Para Entender a Inquisição. 8ª ed. Lorena: Cléofas , 2014, pg. 32.
[3] Idem pg. 51
[4] A prática da endura consistia-se em após receber o consolamentum abster-se de tudo o que é material, inclusive água e comida, o que geralmente levava a morte. Fonte: https://it.wikipedia.org/wiki/Endura

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