A Igreja Católica Apostólica Romana:
Formação da Igreja:
O
Igreja Católica Apostólica Romana tem como seu fundador o próprio Jesus Cristo, que fundou uma, e
somente uma Igreja, está verdade que está muito claramente nos Santos
Evangelhos, visto que todas as vezes que Jesus se referiu à sua Igreja, usou o
singular. “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.(Mt.
16,18); “quem não ouve a Igreja seja tido por gentio e publicano” (Mt. 18,17),
isto é, pecador público.[1]
Também
os outros livros do Novo Testamento usam apenas o singular para falar da
Igreja. Assim S. Paulo várias vezes fala do “Corpo de Cristo que é a Igreja”
(Col. 1,24; 1,18); da Igreja como sendo “a Igreja do Deus Vivo” (I Tim. 3,15);
e que “a Igreja é amada por Cristo” como Esposa. (Ef. 5,25 e 29) O uso do
plural só se encontra nas Epístolas, e indica “as igrejas” como comunidades
locais, o que hoje denominamos dioceses.
Lado
outro a própria atitude de Jesus, ao reunir ao seu redor os Apóstolos, fato que
não se deu com nenhum profeta do velho testamento, e confiar-lhe diversas
missões[2] demostram a clara intenção
de Jesus de se colocar o vinho novo (a plenitude da revelação ou nova aliança)
em odre novo, ou seja, a sua Igreja.
Outra
maneira de a Bíblia dizer que a Igreja de Cristo é única é afirmar: “há um só
Senhor, uma só fé, e um só batismo” (Ef. 4,5), e, portanto, uma só é a Religião
e Igreja desse único Deus e Senhor. Assim, fora desta única Igreja não pode
achar salvação quem tem meios e condições de conhecê-la. E conhecendo-a,
tem obrigação de pertencer-lhe, porque é necessária para a salvação.
Igreja
de Cristo é apenas a Igreja Católica, e isto é fato bíblico e histórico
comprovado, lembremos que Jesus mesmo garantiu a perpetuidade de sua Igreja no
mundo “todos os dias até o fim dos séculos”(Mt. 28,20); e a sua invencibilidade
contra as forças infernais do maligno, seus seguidores e seus erros: “As portas
do inferno não prevalecerão contra Ela”. (Mt. 16,18)
E
mais, historicamente é a única Igreja que vem desde os Apóstolos, os quais
foram também constituídos por Cristo, em certa medida, seus “fundamentos”.
Sobretudo São Pedro (Mt. 16,18), o qual, na pessoa de seus sucessores, foi
feito fundamento visível da Igreja nesse mundo e princípio de unidade. Para
isso, mudou-lhe o nome de Simão para Pedro (como o Pai havia feito com Abraão
quando o destinou para iniciar a antiga aliança). Jesus, porém, é e será sempre
o seu fundamento principal, a “Pedra Angular”. (Ef. 2,19-20) A referência à
Igreja, nesse texto chamada “Família de Deus”, é patente. (Ef. 2,19).
A
Igreja Católica é, pois, Apostólica. Foram os Apóstolos que a estabeleceram por
toda a parte, conforme a ordem e missão que Jesus lhes deu: “Ide, pois, e
pregai o Evangelho a toda criatura”; “…a todas as nações”. (Mc. 16,15; Mt
28,19) A Igreja é, pois, a continuadora da obra salvífica de Cristo no mundo em
todos os tempos até o fim dos séculos. (Mt. 28,20) E Ela tem realizado essa
divina missão, não obstante as guerras que Lhe movem o Demônio e os seus
aliados, promovendo heresias, seitas e falsas religiões que a Ela se opõem, e
sempre A combateram.
Da
morte de Jesus até o ano 313, quando do Édito de Milão, de Constantino, a
igreja cresceu sobre forte perseguição do Império Romano, com o édito a Igreja
adquiriu a liberdade para a agir e se fortaleceu.
Sucessão Apostólica:
A
Igreja conserva uma linha ininterrupta de sucessores dos Apóstolos,
especialmente a cátedra de Pedro, são até o presente 266 Papas, iniciando-se
por São Pedro, Lino, Cleto.... Até chegarmos ao Papa Francisco, eleito em 13 de
março de 2013. Não houve tempo na história em que está sucessão tenha sido
interrompida, pois as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Os Dogmas da fé Católica: Apresentamos abaixo a
lista dos dogmas da Igreja Católica, com sua respectiva breve descrição,
organizados em suas categorias:
Dogmas sobre Deus:
1 – A Existência de
Deus:
2 – A
Existência de Deus como Objeto de Fé: A existência de Deus, porém,
não é apenas objeto do conhecimento da razão natural, mas também e
principalmente é objeto da fé sobrenatural.
3 – A
Unidade de Deus: Não existe mais que um único Deus.
4 –
Deus é Eterno: Deus não tem princípio nem fim, está além do
espaço e do tempo como somos capazes de experimentá-los e concebê-los.
5 – A
Santíssima Trindade: No Deus Uno há três Pessoas: Pai, Filho e
Espírito Santo. Cada uma possui a imutável Essência Divina.
Dogmas sobre Jesus Cristo:
6 –
Jesus Cristo é verdadeiro Deus e Filho de Deus por Essência: O
Cristo possui a infinita Natureza Divina com todas as suas infinitas
Perfeições, por haver sido gerado eternamente por Deus.
7 –
Jesus possui duas naturezas que não se transformam nem se misturam ou confundem: Declara
o Concílio de Calcedônia (451, IV): "Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele mesmo
perfeito em Divindade e Ele mesmo perfeito em humanidade (...) que se há de
reconhecer nas duas naturezas: sem confusão, sem mudanças, sem divisão, sem
separação e de modo algum apagada a diferença de natureza por causa da união,
conservando cada natureza sua propriedade e concorrendo em uma só Pessoa"
(Dz. 148).
8 –
Cada uma das Naturezas em Cristo possui uma própria vontade física e uma
própria operação física: Declara o III Concílio de Constantinopla
(680-681): "Proclamamos, conforme os ensinamentos dos Santos Padres, que
não existem duas vontades físicas e duas operações físicas, de modo
indivisível, de modo que não seja conversível, de modo inseparável e de modo
não confuso. E estas duas vontades físicas não se opõem uma à outra como
afirmam os ímpios hereges..." (Dz. 291 e Dz. 263-288).
9 –
Jesus Cristo, ainda que homem, é Filho Natural de Deus Pai: “Ao
chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de uma mulher,
nascido sob o domínio da Lei, para resgatar os que se encontravam sob o domínio
da Lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” (Missal Romano, Solenidade de
Santa Maria, Mãe de Deus, 2ª Leitura – Gl 4, 4-5)
10 –
Cristo imolou-se a si mesmo na Cruz como verdadeiro e próprio Sacrifício: No inefável Mistério, Cristo, por sua
natureza humana, era ao mesmo tempo Sacerdote e Oferenda, mas por sua Natureza
Divina, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, era O Mesmo que recebia o
Sacrifício.
11 –
Cristo nos resgatou e reconciliou com Deus por meio do Sacrifício de sua morte
na Cruz: Jesus Cristo quis oferecer-se a Si mesmo a Deus Pai, como
Sacrifício apresentado sobre a ara da Cruz em sua Morte, para obter-nos o
perdão eterno.
12 –
Ao terceiro dia depois de sua Morte, Cristo ressuscitou glorioso dentre os
mortos: Ao terceiro dia, ressuscitado por sua própria Virtude,
levantou-se Nosso Senhor Jesus do sepulcro.
13 –
Cristo subiu em Corpo e Alma aos Céus e está assentado à direta de Deus Pai: Ressuscitou
dentre os mortos e subiu ao Céu em Corpo e Alma.
Dogmas sobre a criação do mundo:
14 –
Tudo o que existe foi criado por Deus a partir do Nada: A
criação do mundo, a partir do nada, não apenas é uma verdade fundamental da
Revelação cristã, mas ao mesmo tempo chega a alcançá-la a razão com apenas suas
forças naturais, baseando-se, por exemplo, nos Argumentos Cosmológicos:
Argumento da Causa Primeira1 e Argumento da Contingência2.
15 –
Caráter temporal do mundo: O mundo teve princípio no tempo, pois o
Infinito é capaz de criar o finito, e o Eterno é capaz de dar existência ao
temporal.
16 –
Conservação do mundo: Além de Criador, Deus é Conservador, pois
conserva na Existência a todas as coisas criadas.
Dogmas sobre o ser humano:
17 – O
homem é formado de corpo material e alma espiritual: declaram as Sagradas
Escrituras: "O Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em seu
rosto o alento da vida" (Gn 2,7). / "Antes que o pó volte à terra, de
onde saiu, e o espírito retorne a Deus..." (Ecl 12,7). / "Não tenhais
medo dos que matam o corpo e à alma não podem matar; temais muito mais Àquele
que pode destruir o corpo e a alma na geena." (Mt 10,28).
18 – O
pecado de Adão se propaga a todos os seus descendentes por geração, não por
imitação: O Pecado, que é morte da alma, se propaga de Adão a todos
seus descendentes por geração, e não por imitação, sendo inerente a cada
indivíduo.
19 – O
homem caído não pode redimir-se a si próprio: Somente um ato livre
por parte do Amor Divino poderia restaurar a ordem sobrenatural, destruída pelo
Pecado. Sendo Deus infinitamente Grande, Justo e Perfeito, o crime contra Ele é
infinitamente grave. Só poderia então ser resgatado mediante um Sacrifício
infinitamente meritório e reparador, do qual nós não seríamos capazes.
Dogmas marianos:
20 – Imaculada
Conceição de Maria: A Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante
de sua conceição foi, por singular Graça e Privilégio de Deus Onipotente, em
previsão dos Méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero humano, preservada
imune de toda mancha de culpa original. Assim era preciso que a Mãe do Senhor,
o Tabernáculo da Nova e Eterna Aliança, fosse imaculada, assim como era
intocável e feita do ouro mais puro a Arca da Antiga Aliança.
21-
Virgindade Perpétua de Maria: A Igreja nos ensina, com Santo
Agostinho, que Maria sempre foi Virgem: “antes do parto, no parto e depois do
parto”. Desde os primórdios a Igreja confessou que Jesus foi concebido
exclusivamente pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria;
22 –
Maria, Mãe de Deus: Maria gerou a Cristo segundo a natureza
humana, mas quem dela nasce transcende esta natureza humana. – O Filho de Maria
é propriamente o Verbo Divino, encarnado em natureza humana. – Maria, então, é
necessariamente mãe de Deus, posto que Jesus, o Verbo, é Deus: Cristo, sendo
inseparavelmente verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, faz de Maria verdadeira
mãe de Deus, por não haver separação entre as Naturezas humana e divina em
Nosso Senhor e Salvador. Evidentemente, Maria não é anterior ao próprio Deus
Onipotente e Criador de todas as coisas, nem é "deusa". Este dogma,
pois, não deve ser confundido: Maria não é e nem poderia ser mãe de Deus
segundo a Natureza Divina; entretanto, como as duas Naturezas no Cristo são
inseparáveis, ela foi feita, por um inescrutável Mistério do próprio Deus, a um
só tempo criatura, serva, filha e mãe do
Senhor.
23 – A
Assunção de Maria: A Virgem Maria foi assunta ao Céu
imediatamente após o fim de sua vida terrena; seu corpo não sofreu corrupção
como sucederá com os homens e mulheres que ressuscitarão até o final dos
tempos, passando pela decomposição. A Assunção de Nossa Senhora foi transmitida
pela Tradição escrita e oral da Igreja. Não se encontra explicitamente na
Sagrada Escritura, mas está ali implícita. O fato histórico, segundo relatos dos
primeiros cristãos e transmitido pelos séculos de forma inconteste, dá conta de
que, na ocasião de Pentecostes, Maria Santíssima tinha mais ou menos 47 anos de
idade. Depois desse fato, permaneceu ela ainda 25 anos na Terra, a educar e
formar, por assim dizer, a Igreja nascente, como outrora educara e protegera
Deus Filho em sua infância. Terminou sua missão neste mundo com a idade de 72
anos, conforme a opinião mais comum.
Dogmas sobre o Papa e a Igreja:
24 – A
Igreja foi fundada pelo Deus-Homem, Jesus Cristo: Cristo
fundou a Igreja; Ele estabeleceu os fundamentos substanciais da mesma, no
tocante a sua doutrina, culto e constituição.
25 –
Cristo constituiu o Apóstolo São Pedro como primeiro entre os Apóstolos e como
cabeça visível de toda a Igreja, conferindo-lhe imediata e pessoalmente o
primado da jurisdição: O Romano Pontífice é o sucessor do
bem-aventurado S. Pedro e tem o primado terreno sobre todo o rebanho do Senhor,
que é a Igreja. Este fato é atestado claramente, repetidas vezes, pelas
Sagradas Escrituras: ** "Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro:
'Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes?' Respondeu ele: 'Sim,
Senhor, tu sabes que te amo'. Disse-lhe Jesus: 'Apascenta os meus cordeiros'.
Perguntou-lhe outra vez: 'Simão, filho de Jonas, amas-me?' Respondeu-lhe: 'Sim,
Senhor, tu sabes que te amo'. Disse-lhe Jesus: 'Apascenta os meus cordeiros'.
Perguntou-lhe pela terceira vez: 'Simão, filho de João, amas-me?' Pedro
entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: 'Amas-me?', e
respondeu-lhe: 'Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo'. Disse-lhe Jesus:
'Apascenta as minhas ovelhas'.” (João 21,15-17) **** Diz o Senhor especialmente
e somente a S. Pedro: “Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu,
confirma os teus irmãos.” (Lc 22, 31-32).
Destacamos
ainda que é Pedro quem abre, preside e decidi o primeiro concílio da Igreja, o
de Jerusalém atestado no Ato dos Apóstolos[1]; Pedro igualmente aparece
em primeiro lugar em todas as listas de Apóstolos apresentadas pelos quatro
evangelistas.
26 – O
Papa possui o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda Igreja, não
somente nas questões de fé e costumes, mas também na disciplina e governo da
Igreja: Conforme esta declaração, o poder do Papa é de jurisdição;
universal; supremo; pleno; ordinário; episcopal; imediato.
27 – O
Papa é infalível quando se pronuncia ex
cathedra: Para compreender este dogma, convém ter na
lembrança: sujeito da infalibilidade papal é todo Papa legítimo, em sua
qualidade de sucessor de Pedro. O objeto da infalibilidade são as verdades de
fé e os costumes, revelados ou em íntima conexão com a Revelação Divina. A
condição da infalibilidade é que o Papa fale ex cathedra, isto é:
a) Que
fale como pastor e mestre de todos os fiéis fazendo uso de sua suprema
autoridade.
b) Que
tenha a intenção de definir alguma doutrina de fé ou costume para que seja
acreditada por todos os fiéis. A razão
da infalibilidade é a assistência sobrenatural do Espírito Santo, que preserva
o supremo mestre da Igreja de todo erro, conforme a Promessa de Cristo ('Eis
que estou convosco até o fim do mundo' – Mt 28,20). A consequência da
infalibilidade é que as definições ex
cathedra dos Papas sejam por si mesmas irreformáveis, sem a possibilidade
de intervenção posterior de qualquer autoridade, mesmo que seja outro Papa.
28 – A
Igreja é infalível quando faz definição em matéria de fé e costumes: Estão
sujeitos à infalibilidade:
• O
Papa, quando fala ex cathedra;
• O
episcopado pleno, com o Papa, que é a cabeça do episcopado, é infalível quando,
reunido em concílio ecumênico ou disperso pelo rebanho da Terra, ensina e
promove uma verdade de fé ou de costumes para que todos os fiéis a sustentem.
Dogmas sobre os Sacramentos:
29 – O
Batismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo: Atestam
as Sagradas Escrituras: "Jesus lhes disse: 'Toda autoridade me foi dada no
Céu e na Terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo'.”.[2]
30 – A
Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento: Este
Sacramento concede aos batizados a Fortaleza do Espírito Santo para que se
consolidem interiormente em sua vida sobrenatural e confessem exteriormente com
valentia sua fé em Jesus Cristo.
31 – A
Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo: Foi
comunicada aos Apóstolos e a seus legítimos sucessores o poder de perdoar e de
reter os pecados para reconciliar aos fiéis caídos depois do Batismo. Cristo,
que pode perdoar os pecados, deu à sua Igreja o poder de perdoá-los em seu
Nome: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, serão
perdoados; aqueles aos quais os retiverdes (não perdoardes), serão retidos” (Jo
20, 22ss).
32 – A
Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é
necessária para a salvação: Basta indicar a culpa da
consciência a sacerdote devidamente ordenado, mediante confissão secreta.
33 – A
Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo: "Eu sou o Pão Vivo que
desceu do Céu. Quem comer deste Pão viverá eternamente. E o Pão que eu hei de
dar é a minha Carne, para a salvação do mundo." (Jo 6,51) "Quem se
alimenta da minha Carne e bebe do meu Sangue permanece em Mim, e Eu nele."
(Jo 6, 56-57) "Pois a minha Carne é verdadeiramente comida e o meu Sangue
é verdadeiramente bebida." (Jo 6,55) "O Cálice que tomamos não é a
Comunhão com o Sangue de Cristo? O Pão (...) não é a Comunhão com o Corpo de
Cristo?" (I Cor 10,16) "Cada um se examine antes de comer desse Pão e
beber desse Cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo do
Senhor, come e bebe a própria condenação." (I Cor 11,28-30)
34 –
Cristo está Presente no Sacramento do Altar pela Transubstanciação de toda a
substância do pão em seu Corpo e toda substância do vinho em seu Sangue: Transubstanciação
é uma conversão no sentido passivo; é o trânsito de uma coisa a outra. Cessam
as substâncias de Pão e Vinho, pois sucedem em seus lugares o Corpo e o Sangue
de Cristo.
35 – A
Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo: “Está alguém enfermo entre
vós? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o
com óleo em nome do Senhor.” (Tg 5,14)
36 – A
Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo: Existe uma hierarquia
instituída por ordenação Divina, que consta de Bispos, Presbíteros e Diáconos.
As Sagradas Escrituras o atestam em Fl 1,1.[3]
37 – O
Matrimônio é verdadeiro e próprio Sacramento: Cristo restaurou
o Matrimônio[4] instituído e
bendito por Deus, fazendo que recobrasse seu primitivo ideal da unidade e
indissolubilidade e elevando-o a dignidade de Sacramento.
Dogmas sobre as últimas coisas:
38 – A
Morte e sua origem: A morte é consequência do pecado primitivo. O
relato bíblico da Queda (Gn 3) utiliza uma linguagem feita de imagens, mas
afirma um acontecimento primordial, um fato que ocorreu no início da história
do homem. A Revelação dá-nos a certeza de fé de que toda a história humana está
marcada pelo pecado original cometido livremente por nossos primeiros pais,
trazendo como consequência a morte. "Porque o salário do pecado é a morte,
mas o Dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor"
(Rm 6,23).
39 – O
Céu (Paraíso): As almas dos justos, que no instante da morte
se acham livres de toda culpa e pena de pecado, entram no Céu.
40 – O
Inferno: As almas dos que morrem em estado de pecado mortal vão ao
inferno.
41 – O
Purgatório: As almas dos justos que no instante da morte
estão agravadas por pecados veniais ou por penas temporais devidas pelo pecado
vão ao Purgatório. O Purgatório é estado de purificação.
42 – O
Fim do mundo e a Segunda vinda de Cristo: No fim do mundo, Cristo, rodeado de
Majestade, virá de novo para julgar os homens.
43 – A
Ressurreição dos Mortos no Último Dia: Aos que creem em Jesus e se
alimentam de seu Corpo e bebem de seu Sangue, Ele lhes promete a ressurreição
para vida eterna de Paz e Plenitude.
44 – O
Juízo Universal: O Cristo, Senhor e Salvador, depois de seu
Retorno, julgará a todos os homens.
[1]
At. 15, 7 “Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou-se e lhes disse:
Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que
da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem. ”
[2]
Mateus 28, 19
[3]
Filipenses 1,1: “Paulo e Timóteo,
servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Jesus Cristo, que se acham em
Filipos, juntamente com os bispos e diáconos:”
[4]
Mateus 19 6-9 “Assim, já não são
dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu.
Disseram-lhe eles: Por que, então, Moisés ordenou dar um documento de divórcio
à mulher, ao rejeitá-la? Jesus respondeu-lhes: É por causa da dureza de vosso
coração que Moisés havia tolerado o repúdio das mulheres; mas no começo não foi assim. Ora, eu vos declaro que todo aquele
que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma
outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete
também adultério.”
[1]
Vide também Isaías 42, 1 “Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou
toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às
nações a verdadeira religião. ”
[2] Mateus
18, 18: “tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que
desligardes sobre a terra será também desligado no céu”
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