Irmãos, encontrar nossa vocação é primeiramente
encontra-se com Deus.
Desse encontro pessoal e único surge em
nosso coração o desejo de conhece-lo e amá-lo, e logo descobrimos que Deus é
Amor (1 João 4,8) e Ele nos ama com amor eterno (Jeremias 31, 3).
Feita essa fundamental descoberta passamos
então a nos perguntar: O que Deus quer de nós?
Buscando em sua palavra e na vida dos
santos logo percebemos que Deus nos chama a Amar, amar a Deus e ao próximo (Marcos
12 30-31) num amor radical e decidido como fez Jesus: Somos chamados a segui-lo
e imitá-lo;
Vocação é nossa entrega a Deus sem
reservas, “quem quiser me seguir denuncie
a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Mateus 16,24) para, a exemplo de
Jesus: Amar!
E como Jesus nos amou? Entregando-se inteiramente,
sem reservas por amor, na Cruz e na Eucaristia. De fato, uma vocação só é verdadeira
se é uma entrega total de si ao Amor.
Mas não se assuste o leitor Vocação é a
nossa resposta ao AMOR de DEUS e é respondendo ao Amor de Deus que
experimentamos a FELICIDADE.
Na prática nossa vocação nos conduz a determinados
estados de vida, no qual dar-nos inteiramente a Deus é o essencial, são elas a
consagração religiosa, o sacerdócio e vida matrimonial e familiar.
A consagração
religiosa, onde pela vivência dos conselhos evangélicos da pobreza,
castidade e obediência busca-se uma vida de intimidade com Deus por meio da
oração e serviço aos irmãos, numa vida profética de denúncia à idolatria do
mundo e sua pouca duração.
O sacerdócio
onde o homem doa-se inteiramente a Deus como um outro Cristo. Agindo como
Cristo vivendo como Cristo a fim de como instrumento de Cristo tornar vivas as
palavras de Nosso Senhor: Eis que estou convosco todos os dias até o fim dos
tempos, sendo sua função própria ministrar os sacramentos.
A vida
matrimonial e familiar deve ser um doar-se inteiramente a Deus na
construção direta da sociedade, gerando filhos para o mundo e almas para o céu.
Sendo sal da terra e luz no mundo.
Sem dúvida nesses tempos a vocação
familiar encontra-se em grave crise especialmente pelo de fato que aqueles que
se aproximam do matrimônio em sua maioria não fizeram o primeiro passo, não se “encontram” com Deus e por isso não tem a
correta noção de que a vida matrimonial e familiar deve ser essa entrega total a Deus.
Doar-se inteiramente por amor a Deus e
para amá-lo, especialmente na família é o único caminho capaz de trazer luz às
trevas desses últimos tempos!
Que Deus nos ajude a vivermos nossa
vocação, a termos coragem de renunciarmos a nós mesmos de nos entregarmos por
amor ao AMOR.
“Enfim descobri
minha vocação, no coração da Igreja, minha mãe eu serei o Amor” Santa Terezinha do Menino Jesus.
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